Os três D dos media. Desigualdade, desprofissionalização e desinformação

A Desigualdade, a Desprofissionalização e a Desinformação são hoje os males maiores do jornalismo. Estas forças comprometem o âmago da missão social e da orientação pública do jornalismo. A sua prevalência está a descaracterizar várias formas a profissão. A desigualdade afeta os discursos e as representações produzidos por jornalistas e redações e contamina a estrutura laboral, que se encontra cada vez mais vulnerável a pressões económicas e políticas. A desprofissionalização mina os valores éticos e sacrifica uma geração de jovens jornalistas, socializados em estágios que não integram e empurrados para situações de precariedade. A desinformação destrói um espaço público já fragilizado, corroendo a democracia.

Organização: José Nuno Matos, Filipa Subtil e Carla Baptista

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa


2021 | Preço: 10€ (10% de desconto para assinantes)

Outros Tons de Azul

A «poesia política» representada nesta antologia pode ser lamento e acusação ou sátira e ironia, mas nunca se fica pelas dicotomias simplistas da crítica ou louvor dos poderes, nem da simples tomada de posição face
aos «grandes acontecimentos» políticos do século. O que a poesia aqui reunida pode trazer está para além disso, ao documentar formas de intervenção e consciencialização políticas que, por serem poéticas, são as mais das vezes muito mais subtis, sem deixar de ser subversivas, fugindo quase sempre aos chavões da mera «poesia empenhada» ou do (por vezes também necessário) comprometimento ideológico-partidário. Como escreveu já em 1962 um poeta político como Hans Magnus Enzensberger, «o lado político da poesia tem de ser imanente à própria poesia». É isso que se ouve em grande parte dos poemas aqui reunidos, que documentam, quer tempos de acção e intervenção, quer tempos de espera na poesia alemã do século passado, numa grande diversidade de vozes e de pontos de vista poético-políticos.

Seleção, organização e versões: João Barrento

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa


2021 | Preço: 10€ (10% de desconto para assinantes)

A crise do jornalismo em Portugal


2ª edição

O jornalismo é uma actividade historicamente fracturada, indecidida, com origens e práticas diversas, enraizadas na história e na cultura. A crise que atravessa tem aspectos estruturais (modelos de negócio frágeis, promiscuidade com o poder político e económico), alguns dos quais decorrentes de uma história recente (perda de receitas publicitárias e de públicos; disrupção tecnológica e identitária).
A versão portuguesa da crise, analisada neste livro, intensifica factores como a desregulação das relações laborais, uma afasia crítica e reflexiva que se traduz na ausência de modelos alternativos de existência; desequilíbrio e distorção na representação de grupos e problemáticas sociais; perda de autonomia dos jornalistas; fortalecimento dos discursos hegemónicos em detrimento do pluralismo e da independência. É um quadro pouco esperançoso.
O conjunto de artigos aqui reunidos, da autoria de jornalistas, académicos e investigadores na área dos media, pretende contribuir para a inversão deste cenário. Porque a esperança se alimenta de um debate aberto e informado.

Organizadores: José Nuno Matos, Carla Baptista e Filipa Subtil

Autores: Carla Baptista, Carla Martins, Carlos Camponez, Filipa Subtil, Frederico Pinheiro, Jacinto Godinho, João Ramos de Almeida, Joaquim Fidalgo, José Castro Caldas, José Goulão, José Luís Garcia, José Nuno Matos, José Rebelo, Liliana Pacheco, Maria João Silveirinha, Pedro Cerejo, Sandra Monteiro, Sara Meireles Graça e Vasco Ribeiro.

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2021 (2ª edição) [2017] | Preço: 8€ e ebook: 5€ (10% de desconto para assinantes)

Recensão: Análise Social, 226, liii (1.º), 2018 por João Pissarra Esteves

(Des)controlo em Luanda: urbanismo, polícia e lazer nos musseques do Império

Os musseques – subúrbios precários de Luanda – ocuparam um lugar central na política colonial portuguesa, sobretudo durante a guerra colonial. Mas ainda se sabe pouco sobre o que aconteceu às gentes que o habitavam, flageladas por iniciativas de erradicação, de melhoramentos e de aterrorização policial. Este livro olha para o desenvolvimento dessa cintura periférica durante o período final do império, procurando perceber o papel das intervenções nas áreas do urbanismo e do lazer nas políticas de controlo repressivo e de contra-subversão. Qual o peso da repressão no desenvolvimento urbano da Luanda colonial?  

Leia a introdução aqui

Organização: Bernardo Pinto da Cruz

Autores: Bernardo Pinto da CruzNuno DomingosDiogo Ramada CurtoBernardo Pinto da CruzJuliana BossletMarcelo BittencourtPedro David Gomes

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2020 | Preço: 12€ (10% de desconto para assinantes)

O Brasil contemporâneo e a democracia

Quatro anos após o golpe de 2016 que destituiu sem fundamento constitucional Dilma Roussef, seguido da eleição de Jair Bolsonaro para a presidência, paira sobre o Brasil uma expectativa diária de mais violência e barbárie. Avança-se a passos largos no projeto de criminalizarão dos movimentos sociais e no genocídio da população negra e indígena. Ainda não se sabe quanto já morreram em consequência desse agravamento social, económico e político, nem se mediu com exatidão o quanto as liberdades já foram cerceadas a cada dia. A velocidade dos acontecimentos atropela a urgência dos factos. Perante isto, mais do que reagir a cada novo escândalo, notícias de sensação, a caricatura da política, danças de ministérios ou afirmações escandalosas, conjecturas ou apenas formas de testar a opinião pública, o desafio maior é o de assumir uma narrativa própria, alternativa, justa, feita de verdade. Neste sentido, este livro propõe um conjunto de leituras críticas sobre a atualidade brasileira.

Organização: Coletivo Andorinha – Frente Democrática Brasileira de Lisboa: Débora Dias, João Luís Lisboa, Henrique Chaves, Lucas Augusto da Silva, Carlos Hortmann.

Autores: Ana Carolina C. Farias, Carlos Hortmann, Carlos Latuff, Cristina Pratas Cruzeiro, Débora Dias, Ermínia Maricato, Henrique Chaves, Inês Vieira, Isabel Araújo Branco, João Luís Lisboa, João Pedro Stédile, Lincoln Secco, Lucas Augusto da Silva, Marcelo Ribeiro Uchôa, Marcos da Veiga Kalil Filho, Michael Löwy, Miguel Enrique Stédile, Rui Braga, Thiago Ávila.

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa
2020 | Preço: 10€ em papel | 6€ ebook (10% de desconto para assinantes)

Análise de alguns tipos de resistência. Edição revista e comentada

Proferidas num seminário de formação de quadros do PAIGC em 1969, estas intervenções de Amílcar Cabral tornaram-se num dos seus textos mais difundidos e citados, sistematizando um entendimento da resistência política, económica, cultural e armada então em curso na Guiné-Bissau. Esta edição inclui uma versão revista da tradução original do crioulo para o português e análises do conteúdo, contexto e ressonância actual do texto por Carlos Cardoso, Inês Galvão, José Neves, Raúl Mendes Fernandes e Rui Lopes.

Autor: Amílcar Cabral

Organização: Inês Galvão, José Neves e Rui Lopes

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2020| Preço: 10€ (10% de desconto para assinantes)

Corpos Resistentes. Imigração, racismo e trabalho agrícola nos EUA

Na sua investigação sobre o trabalho agrícola realizado por imigrantes mexicanos nos Estados Unidos da América, Seth Holmes analisa como a lógica de mercado, o racismo e a privação de direitos sociais destroem vidas e corpos, condenando-os à clandestinidade e expondo-os aos danos físicos e mentais infligidos pelo trabalho duro. Aproveitando a combinação entre a sua experiência médica e a aproximação antropológica a esta realidade, Seth Holmes acompanhou o percurso dos imigrantes desde as montanhas de Oaxaca até aos campos de trabalho agrícola nos Estados Unidos para construir uma obra sobre existências humanas que, apesar de serem objecto de discursos mediático e políticos inflamados, permanecem ignoradas e invisíveis. Mostrando-nos como a desigualdade social se transforma em sofrimento e violência, este livro permite, ainda assim, tornar significativos corpos que teimam em resistir. Este livro recebeu vários prémios, entre os quais o Margaret Mead Award (2015), atribuído pela Associação Antropológica Americana.

Autor: Seth Holmes

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2019 | Preço: 11€ (10% de desconto para assinantes)

A Ilusão do Desenvolvimento. Cahora Bassa e a História de Moçambique

A construção da barragem de Cahora Bassa marcou o último período da administração portuguesa em Moçambique, já durante a guerra colonial. O processo de edificação deste grande projeto hidrográfico conduziu Allen F. Issacman e Barbara S. Isaacman a examinar um conjunto de histórias interligadas. A história do rio Zambeze, das suas populações envolventes e das suas condições ecológicas.

O relato da experiência do colonialismo português em Moçambique no século XX, de como transformou a vida dos habitantes locais e de como estas lidaram com as novas estruturas de poder e resistiram. A análise do impacto das grandes barragens, em especial das grandes barragens africanas, sobre a vida social e ecológica. Por fim, este livro debate as ideias de progresso e de desenvolvimento e dos planos concretos que as tentaram colocar em prática. Neste livro sobre Cahora Bassa, os autores demonstram como o progresso e o desenvolvimento são noções disputadas, inúmeras vezes cooptadas pelos interesses de estados, empresas ou grupos sociais privilegiados. Uma história social e ambiental, esta obra ganhou em 2014 o prémio da Associação Americana de História e da Associação de Estudos Africanos dos Estados Unidos (respectivamente os prémios Martin A. Klein e Melville J. Herskovits).

Autores: Allen F. Issacman e Barbara S. Isaacman

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2019 | Preço: 13€ (10% de desconto para assinantes)

O Teatro do Oprimido na periferia de Lisboa. Cidade, cidadania e arte.

Este livro trata das relações entre cidade e cidadania, através da arte. Ao analisar as actividades desenvolvidas pelo Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa na Região Metropolitana da capital procura compreender como pode contribuir a cidadania através da arte para a construção de cidades mais justas, e quais os desafios e limites que este processo enfrenta.

Autor: André Carmo

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2019 | Preço: 11€ (10% de desconto para assinantes)

Libertar o futuro. Textos políticos 1916-1926

Uma curiosa ironia da história levou a que os textos que garantiram, a seu tempo, a reputação pública de Antonio Gramsci e que, por fim, contribuíram para a sua prisão, sejam hoje em dia menos conhecidos do que as obras redigidas na clausura da prisão. Os textos reunidos nesta antologia trazem o sabor da atualidade; a atualidade sendo aqui o tempo compreendido entre 1916 e 1926, em que se sucederam as tragédias e equívocos da Grande Guerra, as ilusões e reveses dos movimentos populares do pós-guerra e a emergência furiosa do fascismo nos anos 1920. Seja pela polémica, seja pela crítica, Antonio Gramsci acompanha todas estas vicissitudes da história italiana e europeia, comentando a Revolução Russa ou sistematizando as lições dos conselhos operários de Turim, debatendo com Mussolini ou verberando as anquilosadas estruturas sindicais da época.

Autor: Antonio Gramsci

Selecção e introdução: Bruno Monteiro

Revisão e notas finais: Franco Tomassoni

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa & Seara Nova

2019| Preço: 12€ (10% de desconto para assinantes)

O livro no Portugal contemporâneo

Este livro analisa o mundo da edição de livros em Portugal entre finais do século XIX e finais do século XX. Afastando-se das explicações baseadas exclusiva ou primordialmente no texto e no autor, explora-se aqui a história do livro em Portugal no contexto as suas dinâmicas históricas e sociais, atendendo aos processos próprios que caracterizam a edição. Apresentam-se quatro estudos sobre a edição portuguesa contemporânea: o funcionamento de uma editora e o papel do editor em finais de oitocentos, a edição no contexto autoritário do Estado Novo, a circulação de livros entre Portugal e o Brasil e a configuração da cultura impressa e de género literário através do estudo da literatura policial.

Autor: Nuno Medeiros

Apresentação: João Luís Lisboa

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2018 | Preço: 11€ (10% de desconto para assinantes)

A cidade em reconstrução. Leituras críticas, 2008-2018

Este livro analisa as principais transformações urbanas ocorridas em Portugal na última década. Partindo de posições críticas, está comprometido com a construção de alternativas capazes de promover dinâmicas urbanas mais igualitárias, maior justiça social, mais bem-estar e qualidade de vida. Um grupo vasto de autores de distintas áreas investiga a realidade urbana e propõe novas direções e sentidos, diferentes daqueles que os poderes instituídos, que têm comandado a produção social do espaço urbano, têm conseguido impor ao conjunto da sociedade. Neste sentido, é tanto um livro de combate como de esperança.

 Índice aqui

Editores: André Carmo, Eduardo Ascensão e Ana Estevens

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2018 | Preço: 10€ (10% de desconto para assinantes)

Uma nova história do novo cinema português

Este livro propõe uma reflexão sobre o cinema em Portugal durante o Estado Novo. Relaciona a oposição entre “velho cinema” e “novo cinema”, atendendo ao processo de internacionalização da cultura portuguesa e o seu impacto na circulação e apropriação artística e cultural. A introdução do conceito de “modo de produção”, procura contribuir para uma revisão historiográfica deste tema, contrariando uma visão dominante que desconhece, desconfia ou ignora fontes históricas que são fundamentais para revelar as relações entre o poder político, a prática cultural e a indústria cinematográfica neste período.

Autor: Paulo Cunha

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2018 | Preço: 10€ (10% de desconto para assinantes)

Lisboa e a Memória do Império. Património, Museus e Espaço Público

Este livro analisa a construção e reprodução de imagens e objectos de memória associados à história imperial de Portugal, entendida esta enquanto eixo fundamental da identidade nacional portuguesa. Estabelecendo linhas de continuidade entre os tempos colonial e pós-colonial, investiga-se aqui  uma memória criada pelo Estado, pelas corporações e pelas instituições de cultura pública, e incorporada no espaço da cidade através de museus, de objectos patrimoniais e da própria paisagem construída.

Autora: Elsa Peralta

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2017 | Preço: 10€ (10% de desconto para assinantes)

Leitura furiosa

Pretende-se com esta antologia de textos e ilustrações, seleccionados entre os muitos mais que foram sendo produzidos ao longo de 16 anos no âmbito da Leitura Furiosa em Portugal, tornar mais alargadamente públicos os rastos de encontros singulares entre escritores e pessoas zangadas com a leitura e a sociedade. A Leitura Furiosa nasceu na Association Cardan de Amiens (uma associação dedicada à luta contra a iliteracia) em 1992; chegou a Lisboa, à Associação Abril em Maio, pelas mãos de Luiz Rosas e Eduarda Dionísio no ano 2000 (actualmente realiza-se na Casa da Achada, Centro Mário Dionísio). Tem tido, desde 2007, edições anuais no Porto e vai acontecendo, menos regularmente, noutras cidades portuguesas (Beja, Guimarães). Na presente obra, reunimos os contributos de mais de 60 artistas que, com os seus textos e as suas ilustrações, prestam testemunho das sessões realizadas, entre 2000 e 2016.

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2018 | Preço: 10€ (10% de desconto para assinantes)

Apresentação e índice aqui

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Informação adicional:

A Leitura Furiosa em 2017

http://www.assocardan.org/?cat=297

Portugal em falta. Atlas improvável

Mais do que uma certeza, tomar Portugal como interrogação. Reunidos à volta deste desafio, um largo grupo de autores – escritores, ilustradores, fotógrafos e cientistas – tomou as liberdades necessárias para encontrar um desfecho satisfatório. Ou para levantar novas perguntas. Reduzido ao seu traje de cerimónia, Portugal vem embrulhado em publicidade eletrizada, postais deslumbrantes ou comovidas lembranças das glórias nacionais; visto mais de perto, temos um país com um tecido mais intricado e mais denso. Enfim: um padrão desenhado com mulheres e homens de verdade. Representados em momentos que vivenciaram, estas mulheres e estes homens são os protagonistas desta obra. Gestos que nos inquietam ou nos confortam, palavras que nos elevam o amor-próprio ou que corrigem a nossa autossatisfação. Que este atlas não seja uma sentença, mas um convite à aventura.

Autores: Adriana Delgado Martins, Alexandra Castro, Alexandra Oliveira, Ana Cordeiro Santos, Ana Estevens, Ana Moreira, Ana Paula Pires, Bruno Monteiro, Diego Palacios Cerezales, Diogo Duarte, Dulce Freire, Elsa Peralta, Emília Margarida Marques, Fátima Sá e Melo Ferreira, Fátima Vieira, Filipa Lowndes Vicente, Helena Tropa, Inês Brasão, João Baía, João Quierós, José Manuel Sobral, José Mapril, Luís Bernardo, Maria Inês Coelho, Miguel Bandeira Jerónimo, Miguel Chaves, Miguel Vale de Almeida, Nuno Camarneiro, Nuno Dias, Nuno Domingos, Patrícia Alves, Pedro Sobrado, Telmo Alcobia e Victor Pereira.

Edição: Santillana

2017 | Preço: 12€ (10% de desconto para assinantes)

Atlas das Utopias Reais: Criatividade, Cultura e Artes

Os diversos capítulos deste atlas seguem um trajecto que parte de uma breve reflexão sobre o significado das utopias reais e a sua ligação à geografia emocional, tão nitidamente expressa através das marcas que a criação artística imprime nas paisagens. Num segundo momento, são apresentadas, em grandes traços, as ligações entre a arte e o território, quer através da localização dos artistas e das práticas artísticas quer indirectamente por via das suas várias expressões e impactos espaciais na regeneração e dinamização das cidades, na requalificação do espaço público, na configuração dos mercados ou nas estratégias de desenvolvimento local. No percurso seguinte, são detalhados cinco espaços socialmente criativos que permitem identificar com maior precisão as práticas e os processos que produzem este tipo de meios desde Lisboa a Montreal Canadá). Na última etapa do trajecto, é lançado um olhar ao futuro, sendo comentado o papel do ensino artístico e revelada a faceta insurgente das artes e a sua importância no campo da inovação socio‑territorial.

Coordenação: Isabel André, Ana Estevens e Leandro Gabriel

Autores: Agustín Cócola Gant, Ana Estevens, André Carmo, Aquilino Machado, Frank Moulaert, Isabel André, Juan‑Luis Klein,Leandro Gabriel, Maria João Freitas, Mário Vale, Patrícia Rêgo, Soraia Silva; Prefácio: Teresa Barata Salgueiro

Edição: Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa e Centro de Estudos Geográficos, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, Universidade de Lisboa

2016 | Preço: 10€ (10% de desconto para assinantes)

A cidade neoliberal. Conflito e arte em Lisboa e em Barcelona

Este livro investiga as transformações na cidade contemporânea produzidas pelo projeto neoliberal. Os bairros da Mouraria, em Lisboa, e do Raval, em Barcelona, foram os casos escolhidos para interpretar este processo. Contribuindo para reforçar logicas de desigualdade e homogenização social nos espaços urbanos, este projeto neoliberal procura criar espaços normalizados, dirigidos ao consumidor, e onde o conflito é concebido como um obstáculo a planos de urbanização assentes numa razão económica especifica. A ausência de conflito, no entanto, contribui para produzir um sistema urbano rígido e uniforme, já visível em muitos espaços das cidades. Outros espaços, porém, resistem a este processo, conseguindo produzir novas urbanidades, e um sistema elástico, no qual o conflito surge como base para desencadear dinâmicas de transformação e inovação sócio-territorial. Na análise deste processo urbano contemporâneo, o estudo das práticas artísticas permite perceber a instrumentalização das artes pelo projeto neoliberal mas, também, o seu potencial para criar resistências a este processo e novas possibilidades de construção do urbano.

Autora: Ana Estevens

Edição: Deriva e Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2017 | Preço: 10€ (10% de desconto para assinantes)

Guardar as sementes. Preservar a biodiversidade agrícola e a pluralidade cultural

Em Portugal, a prática milenar dos agricultores de colher e guardar sementes para posteriores sementeiras permanece viva, sobretudo no âmbito da agricultura familiar prioritariamente destinada ao consumo doméstico. Ela é expressão de um modelo social em que o ideal de autosuficiência se mantém presente, não obstante a crescente uniformização de processos e produtos cultivados, bem como do uso de sementes e plântulas comerciais e das restrições legais relativas à sua produção e circulação. Entre as sementes mais salvaguardadas estão as das variedades tradicionais, cuja especificidade resulta da especial adaptação aos lugares ecológica e socialmente distintos em que foram mantidas e, portanto, com a sua ligação à gastronomia local, à história familiar e colectiva. Neste livro, que resulta de uma pesquisa em antropologia, realizada sobretudo em Terra de Miranda e Beira-Serra algarvia, abordam-se diferentes perspectivas sobre a preservação de recursos fitogenéticos agrícolas e os interesses conflituantes em jogo, dando primazia ao ponto de vista daqueles que são os primeiros guardiões da agrobiodiversidade: os pequenos agricultores.

Autora: Maria Helena A.G. Marques

Edição: Deriva e Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa

2017 | Preço: 10€ (10% de desconto para assinantes)Anúncios

Dons e disciplinas do corpo feminino

Num tempo em que o corpo parece ter voltado ao centro da política, este é um livro que recupera o conjunto de sentidos produzidos em torno do corpo da mulher no regime do «Estado Novo». Agora em edição revista, escrutinamos o discurso oficial e as tensões trazidas ao de cima pela luta de uma imagem da condição feminina conforme e resignada, mas também espelho de uma nova ordem. Sobre ele todas as autoridades vieram à cena prescrever, corrigir e aperfeiçoar, num diálogo constante entre a casa e a vida pública que acabou por tutelar o papel da mulher portuguesa, ainda hoje bem vivo na memória e no quotidiano da sociedade portuguesa.

Autora: Inês Brasão
Edição:Deriva e Outro Modo, Le Monde diplomatique – edição portuguesa
2017 | Preço: 8€ (10% de desconto para assinantes)