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O funaná é uma prática de música e dança que foi criada pela população camponesa da ilha cabo-verdiana de Santiago no período pós-escravatura do final do século XIX. Originado nas performances de tocadores de gaita e fero em sociabilidades familiares e comunitárias, foi proscrito por administradores e clérigos durante o período final do colonialismo português. Após a independência de Cabo Verde, o interesse de jovens músicos por esta história marginal motivou a criação de novas estéticas de música popular. Apesar de gradualmente aceite no quadro de uma cultura oficial crioula promovida pelo Estado, o funaná permaneceu uma prática icónica de uma masculinidade entendida enquanto “africana”. Este livro situa o funaná na história social e política colonial e pós-colonial. Questiona em particular de que modo este género de música e dança foi historicamente racializado e que legados deste processo persistem no presente.


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Dos corpos femininos do Portugal salazarista, aos corpos resistentes da fronteira entre México e EUA. Dos bairros da Luanda colonial onde se toca o semba, às cidades neoliberais da nossa contemporaneidade. As fronteiras entre temas diluem-se no espaço polifónico de Outros Livros, um podcast que discute  as obras publicadas  pela editora Outro Modo com o apoio da Rádio Gabriela. Propõe-se aqui um escrutínio invulgar sobre o passado e o presente, um encontro fortuito entre Amílcar Cabral e Antonio Gramsci, uma linha imperceptível entre a história do cinema português, os trabalhadores da construção civil e as lutas políticas do Brasil contemporâneo.                                                                                                                                                                                               

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